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CORPO DIPLOMATICO PORTUGUEZ

RELAÇÕES COM A CURIA ROMANA

REINADO DE EL-REI D. JOÃO II

E

DE EL-REI D. SEBASTIÃO

CORPO DIPLOMATICO PORTUGUEZ

RELAÇÕES COM A CURIA ROMANA

Carta da Rainha ao commendador-mór

1557 ?

Comendador mor sobrynho. Receby a carta que escrevestes em XXIII doctubre passado e jumtamente com ela o breve do negocyo de Francisca Cardosa que me enviastes, o qual eu quys mandar ver: e segundo o que me diseram nam aproveyta por se declarar nele que Manuel de Bryto nam posa ser trazido a juyzo pasando de tres jornadas desta cydade e o dyto Manuel de Bryto estar nesa corte da qual aaquy ha as que sabeys. E porque o que neste negocyo compre he nam se avoquar laa a causa nesta prymeira imstancia, para que ha muita juslyça pelas rezões que vereys na imformaçam que vay com a carta del Rey meu senhor, vos encomendo muito em especyal que tenhaes dyso muy grande cuydado e que nam somente procureys por que asy se faça mas que a cometa Sua Sanctidade a este Regno ou a esta corte aas pessoas de que for servydo e em que a justyça das partes estee muito segura, porque o que se nesta materya pretende he fazer se a quem nam tyver e nom se preverter per alguma via, o que correrya muito peryguo, se se tratase fora deste Regno: e porque pelas cartas que vos tenho escryto e por esta entendereys o contentamento que terey do bom expedyente deste negocyo ey por escusado dyzer vos nisto mays'.

1 Minuta sem data, no Arch. Nac., Collecç. de S. Vicente, Liv. 9, fol. 304 v.°

1 TOMO VIII.

Carta d'el-Rei ao commendador-mór

15599

0

Comendador mor sobrynho amiguo etc. Os dias passados vos screvy sobre o negocyo damtre Francisca Cardosa e Manuel de Brito seu marido, que a esa corte se foy e nela estaa segundo me screvestes e porque pela imformaçam que vos mandey e pela que com esta vay vereys a muita justiça que a dyta Francisca Cardosa tem, e quanto o dito Manuel de Bryto contra o que deve a sua homra e consciemcia procura de a molestar, e

, camsar pera que deyxe de seguyr sua justiça, vos emcomendo muito, que como cousa de que levarey muito contentamento queyraes tomar dela cuydado pera nam consentyrdes que se avoque a causa a esa corte ao menos nesta prymeira imstancya pera se laa começar de novo poys ahy ha causas muy jurydycas pera yso segundo tenho sabydo que sam as que vereys na dita imformaçam e procureys por se cometer nesta corte ou neste Regno a quaesquer juyzes que Sua Santidade seja servido, e pessoas em que a justiça das partes estee segura pera que da dita causa conheçam e a detreminem como for justyça e que se notefique ao dito Manuel de Bryto como Sua Santidade comete qua a causa na prymeyra imstamcia atle sentença synal e que a venha ou mande qua requerer: e quando Sua Santidade ysto nam quyser conceder, trabalhareys como dyguo em todo caso que se nam advoque la a causa porque como ysto cesar he de crer que o dyto Manuel de Bryto impetrara juyzes pera este Regno e se vyra: e quanto ao breve que agora enviastes nam aproveytou pelas rezões que vereys na dyta imformaçam a que me remeto ?.

e

1 Minuta sem data, no ARCH. Nac., Collecç. de S. Vicente, Liv. 9, fol. 304.

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