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1638 Setembro

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muros, pedindo o ajudassem a defender, e ainda sustentar, pois lhe cra prometido deste Estado de lhe serem valedores em suas necessidades, de cujo negocio, e do que se devia fazer me fez carta o capitão de Damão D. Phelippe da Camara em 22 de março, pedindo gente, e munições para ajudar na defeza daquella fortaleza, assim como do forte de S. Jeronimo, que fica d'alem do rio.

E por outras cartas de 9 de abril, e 5 de maio, me tornou avisar o mesmo D. Phelippe da Camara que depois do capitão do Mogor se fazer senhor das terras do Rey de Sarceta, The mandara hum recado algum tanto magestoso, dizendo o mandasse visitar como a senhor daquellas terras, e com presentes à sua boa chegada, e que do mesmo modo se lhe preparasse o chouto, como a senhorio, e lhe havia tambem pagar das terras de Damão, e aponta a resposta que se deu a este recado, que foi neutral, até determinação deste governo, a quem ordenei que com a mesma neutralidade fosse pairando, e respondendo, até se ver o termo que se tomava entre o referido capitão do Mogor e o Rey de Sarceta, porque se carteavão por meio de hum parente seu, por nome Vergi, já de primeiro obediente ao mesmo Mogor, e se tinha alcançado seguro para a conclusão de suas conveniencias, que eu não creio que serão outras, senão de que o Sarceta fique tributario ao proprio Mogor, ou a seus capitães, quando ainda não fação instancias em requerer dinheiro do chouto, que estes foreiros tem por costume pagar ao senhorio daquellas terras, como atraz deixo declarado, em cujos successos estenderei carta particular, para que de ludo V. Magestade tenha inteira informação, como dos apertos, em que por tantas vias se vai pondo este Estado. A catholica e real pessoa de V. Magestade guarde Deos, como a christandade ha mister, Goa 11 de setembro de 638. - Pero da Silva.

Ola do Naique de Maduré, que por capitulações e contralo

concedeu a Sua Magestade, em 1639

(Arch. da India, livro grando de pazes,

fol. 42.)

1639 Agosto

13

Aos 13 dias do mez de agosto da era de 1639 annos, o primeiro senhor do naiquado do Maduré, e o segundo que agora governo Tumilliupa Naique Ayer, mando a Ramapa, meu capitão geral, e dou minha palavra a ElRey de Portugal, e ao seu V. Rey Antonio Telles de Menezes, que querendo eu tomar ao Maravá, lhe pedi socorro ao capitão mór Luis de Carvalho, e por me vir com sua armada ajudar, lhe dou huma fortaleza feita em Pampa, posto que chama Uthear, ou donde elle quizer, com um capitão portuguez, e mil pardáos para o seu sustento, e cincoenta soldados portuguezes, e cem lascarins topazes, e para o sustento delles lhe dou dois mil pardáos; e assy hirà minha gente pera arrecadar a renda do juncão da passagem, dandolhe livremente passagem a todas as embarcações dos portuguezes sem pagarem juncão; e huma igreja em Ramanacor, ou sustento para hum padre, que nella assistir, e de Bambam athé Tomddy sete igrejas com o sustento para os padres, fazendoas á minha custa; e lhe dou licença plenaria pera todos os que por sua vontade quizerem ser christãos, e lhe darei todo socorro, que for necessario pera Ceilão, assy de gente, como de mantimentos pelo seu dinheiro; e não serei amigo dos Olandezes, nem os consentirei nas minhas terras, nem minhas embarcações hirão a seus portos, nem elles virão aos meus, e os Portuguezes cazados, que aqui vierem morar, os favorecerei em tudo. Isto juro pelo meu naiquado real cumprir em toda a eternidade.

Carta de Antonio da Motla Galvão, que escreveu ao Governador Antonio Telles,

sendo Capilão mór do reino de Jalanapalão

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1639 Setembro

13

Vaz Freire, pera que faça memoria a v. s. por não ser tão comprido na escritura.

Quando vier o Ouvidor de Negapatão, se lhe fará o pagamento como v. s.a ordena que quando o não haja da fazenda real, me empenho eu para isso; folgára eu ter fazenda para toda a gastar no serviço de S. Magestade de que só trato, mas, senhor, não possuo mais que continuos trabalhos, e de novo estou servindo a Sua Magestade sem aver logrado mercê alguma, não farei falta, com o favor de nosso Senhor, com minha pessoa, e com o que puder e entender; mas, senhor, he necessario hum arrayal poderoso pera este Reino, pera se pe

ir em campo com estes inimigos de Europa, e naturaes de dia, e deste Reino, porque esses hãose de pôr da parte que

força tiver, e v. s.a esteja muito certo nesta verdade; nediar são necessarios quinhentos soldados, mil e quitos pretos, em que entrem cafres, canaris, e lascaris ios, como os que forão a Ceilão, dos de cá não ha que ir, que na ocasião todos andem (sic) ser da parte dos igos, que todos estão por huma palavra; afora isto ha a de ter huma armada de quinze navios pelo menos, o bem petrechada de todo o necessario com hum capitão

que zele muito o serviço de Sua Magestade, como faz de Carvalho de Sousa; e com o favor de Deos nosso

hor diante buscaremos a estes inimigos em campo, aonde ho grande confiança nelle os desbaratará este braço de a Magestade, e eu mostrarei o desejo que tenho de servir dito senhor: neste particular não mereço louvor nenhum, que o muito que faço e desejo fazer he cumprir inteira

te com a obrigação de meu officio. V. s.a não faça fun-
ento nos poucos

ha, porque esses serde dar

ando muito. Pera he ne

que se cheguem ao 0.

occorros, que dessa corte viesubcessos de qua: avendo poder, a Manar, e aonde ouver mor trabalho; convem que v. s. acuda com dinheiro e deixe correr pela fazenda real tudo quanto

Carta de Antonio da Molla Galvão, que escreveu ao Governador Antonio Telles,

sendo Capilão mór do reino de Jasanapalão

(Arch. da India, livro grande de pazes, fol. 42.)

4639 Setembro

13

а

Senhor. A que v. s. me fez mercê mandar escrever em 5 de julho, se me deu em 20 de agosto. No que toca ao que me diz de Triquinamalle, e o que sobre este particular ordena, he muita verdade, e o que me manda sobre os criminosos delle pela mesma ordem se fará, sem faltar cousa alguma, e alem dos que o ouvidor de Negapatão prendeo, fiz eu aqui o proprio Luis Guis Gonçalves cazado de Triquiniinale, e pela devassa que em Negapatão se tirou, se verão as culpas de cada um. Tambem tenho mandado a Manar huma precatoria ao capitão, para que prenda hum Manoel Rodrigues, soldado, que he dos culpados, mas a principal cabeça falta, que he de quem Sua Magestade fiou a sua fortaleza.

Os presos irão a tão bom recado como v. s.a ordena; mas, senhor, depois de ter sobre esta materia escrito o que entendo, digo, senhor, que se podia esperar de hum castello, que foi feito para os naturaes, vindo sobre elle o poder dos Olandezes, que nesta barra esteve, sem o governo passado acudir com cousa pouca nem muita, estando eu de contino fazendo avisos, e ainda por terceiras pessoas o fazer, avendo que se me não dava credito ao que dizia. Sirvase v. s.a de mandar á secretaria buscar as cartas que ha dous annos estou escrevendo sobre o desemparo destes lugares, e por ellas verá v. s.a o que sobre todas as materias digo, e sobre Triquinamalle tenho escrito a v. s.a o que entendi. Tudo quanto pude adquirir meti na dita fortaleza; nada lhe faltava, ainda que pelejara muito largo tempo, e pera melhoria de hum anno tinha todo o necessario, como se pode ver dos livros da receita, e por isso oje me vejo com tantas faltas, como a v. s.a lhe será presente pela larga conta que escrevo a Diogo

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