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1661 Junho 23

irão sufficientemente apercebidas, tanto com forças, como com instruccões, para defenderem e protegerem as possessões dos Portuguezes nas Indias Orientaes. E se acontecer que os ditos Estados Geraes das Provincias Unidas, ou os seus subditos, dentro ou depois do tempo em que o Rei da Gram Bretanha offereceu a sua mediação aos ditos Estados para se fazer a paz entre elles e El-Rei de Portugal, e em

a que os ditos Estados acceitaram a mediação offerecida, já tenham tomado, ou depois d'isto venham a tomar alguns logares e territorios do Rei de Portugal; o dito rei da Gram-Bretanha instará com efficacia para que se faça a restituição de todos e de cada um dos ditos logares e territorios a El-Rei de Portugal, e esforçar-se-ha por todos os meios para egualmente se lhe restituirem. Por cada um dos quaes soccorros e auxilios prestados a El-Rei de Portugal para os ditos fins, o Rei da Gram Bretanha não pedirá pagamento nem compensação alguma.

Igualmente se ajustou e concluiu que o dito artigo e tudo que n'elle se contem, sellado com o sello grande de cada uma das partes em forma devida e authentica, será ratificado e confirmado pelos dilos Serenissimos Senhores Reis da Gram Bretanha e de Portugal dentro de tres mezes proximos seguintes, e se entregarão de parte a parte os respectivos traslados dentro do dito praso. Em fé e testemunho do que, nós commissarios do Serenissimo Senhor Rei da Gram Bretanha, em virtude e vigor da nossa commissão, assignámos de nossas proprias mãos o dito artigo secreto e o sellámos com os nossos sellos. Feito em Whitehall aos vinte e tres dias de julho do anno de mil seiscentos sessenta e um. Clarendon.-C. T. Southampton.-Albemarle.--Ormond. Manchester. — Edu. Nicholas. -- Guil. Morice.

Pelo que, tendo Nós visto bem o sobredito Artigo, e todas e cada uma das cousas no mesmo conteúdas, por esta nossa Carta patente o approvamos, ratificamos e confirmâmos; em testemunho do que assignámos esta Carta de nossa propria mão, e a mandámos sellar na nossa chancellaria com o nosso

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Nostra ornari jussimus. Datum in Curia et Urbe nostra Ulyssiponensi Die vigesimo octavo mensis Augusti. Ludovicus Teixeira de Carvalho fecit anno a Nativitate Christi millesimo sexcentesimo sexagesimo primo. Gaspar de Faria Severim a Conciliis Sacræ Regiæ Magestatis, statusque ejus Secretarius subscripsi. — LUDOVICA REGINA.

a

Carta d'ElRei D. Affonso II, escripla em Lisboa a 19 de Julho de 1661,

para o Conde de Valle de Reis, Presidente, Vereadores c Procuradores da Camara de Lisboa, communicando-lbes ter ajustado o casamento da Infanta D. Catharina com ElRci da Gram Bretanha, e resolvido dobrar as sisas por dois annos para se perfazer o dole que promelleu á mesma Insanla.

(Archivo da Camara Municipal de Lisboa, original, co!ligido no L.° 2.°

de Consultas e Decretos d'ElRei D. Alfonso VI, fol. 66.).

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Conde Prezidente amigo, Vereadores e Procuradores da Camara de Lisboa, e Procuradores dos mesteres della. Eu El Rey vos envio muito saudar. Despois de com maduro conselho haver mandado considerar a pratica que se moveo sobre o cazamento entre a Infanta Dona Catharina, minha muito amada e prezada Irmãa, e ElRey da Grão Bretanha meu bom Irmão e Primo; e se premeditarem, como convinha, as grandes conveniencias, que rezultarião a este Reino do ajustamento deste negocio, obrigando com tão forçosos vinculos a hum Principe tão poderoso, e com hữa liga tal, que corressem muito por sua conta os interesses desta Corôa em tempo que a continuação da guerra de vinte e hum annos, e tão vezinha, a acha tão diminuida de cabedaes, como vos he prezente; me pareceo, e aos ministros de mayor zello, e prudencia, devia estimar muito este tratado, e procurar o mais depressa que fosse possivel sua concluzão. Com estes motivos e outros que bem se deixão considerar, de que não he o de menor atensão, a paz que França celebrou com Cas

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sello grande das Armas reaes. Dada na nossa corte e cidade de Lisboa aos vinte e oito dias do mez de agosto. Luiz Tei

e xeira de Carvalho a fez, anno do nascimento de nosso Senhor Jesus Christo de mil seiscentos e sessenta e um. Gaspar de Faria Severim do Conselho de Sua Real Magestade, e seu Secretario de Estado a subscrevi. — LUIZA RAINHA.

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tella, faltando ao que despois de varias promessas, capitulou com ElRey meu senhor e pay que Deus tem, ordenei ao Conde da Ponte do meu conselho de guerra, e meu embaxador extraordinario a ElRey da grão Bretanha ajustasse o negocio, e me avizasse: o que fez com esta permissão, escrevendo-me nas ultimas cartas o tinha conseguido, e com expressões do grande affecto, com que ElRey queria unir os interesses de ambas as Corôas, me mostra o fruito, que destes principios se hia já colhendo, com o bom estado em que já se achão as pazes de Holanda, por aquelle Rey haver aceitado a medeação dellas, e mandado de prezente ás nossas costas hũa poderosa armada a cargo do general Montagú para as segurar, dar guarda ás nossas frotas, e nos socorrer sendo necessario, alem do grande credito, que por este respeito ganhamos com todas as nações estrangeiras. Mas como o principal effeito deste ajustamento he o dote que promety á Infanta, desde aquelle tempo até o prezente se förão excogitando todos os meios de descobrir algum que bastasse para a soma, de que consta; E sem embargo de que minha fazenda contribue com a mayor quantidade, vendendosse, e empenhandosse e obrigando meus vassallos a que a comprem, ainda falta huma muito consideravel para se ajustar; e porque nestes termos he costume e obrigação do Reino esforçar-se a ajudar os negocios da utilidade commũa (como fez em outras occasiões, e particularmente quando as Infantas de Portugal cazárão fora do Reino) e pello conseguinte, este, que só poderá grangear aos naturaes a quietação e socego, que tanto lhes desejo ; Resolvi se dobrassem as sizas por

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tempo de dous annos, sem excepção de privilegiados, como
me propozerão os ministros mais zelosos, e esse Senado, a
quem o mandei communicar; querendo primeiro, para que
se execute com a acceitação que espero, significar-vo-lo por
esta carta, pois a diversão das campanhas prezentes, e a
brevidade com que ElRey quer celebrar o casamento, não
permitem se juntem logo Cortes. E fio de huns vassallos
que se prezão de tão zelosos da conservação de sua patria,
e tão leal como vos sempre mostrastes, que sendo este meyo
tão pouco molesto aos povos, que não chegará a cobrança
delle a quinhentos mil cruzados, e a execução tão facil, es-
cuzando-se ministros e sallarios novos; e não querendo eu
lançar mão do imposto nas moendas, decima dobrada, e ou-
tros que se me offerecerão, não só o abraçareis, com a von-
tade que merece a que vos tenho, e a grande estimação que
faço de vossas pessoas, mas reconhecereis desta meu animo,
e confiança que nella podeis fazer para vossos particulares,
em que me achareis muito lembrado do zello com que exe-
cutardes esta resolução minha; advertindo que para o fim do
mez de novembro que vem determino celebrar Cortes nesta
cidade, para o que podereis nomear desde logo procurado-
res, que estejão prevenidos para este tempo, como tambem
o estarão as mais Camaras do Reino, e os estados da nobre-
za, e ecclesiastico, e nellas espero ouvir meus vassallos, e
ajustar com elles as cousas que podem ser mais uteis ao bem
e conservação do Reino, e alivio e consolação de todos, que
he o que mais trago diante dos olhos. Escripta em Lisboa a
19 de Julho de 1861. RAYNHA.

Para a Camara de Lisboa.

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(Sobrescripto):— Por ElRey — Ao Conde de Valle de Reys, Prezidente, Vereadores e Procuradores da Camara de Lis. boa e Procuradores dos mesteres della.

Participação de 5 de agosto de 1661, ao Senado da Camara de Lisboa, de se ter concluido o casamento da Insanla D. Calliarina

com o Rei de Inglaterra

(Arch. da Camara Municipal de Lisboa, original, colligido no L. 2.°

de Consultas e Decretos d'El Rei D. Affonso VI, fol. 63.)

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Hoje chegou a este porto o Conde da Ponte do meu Conselho de guerra, e meu Embaxador extraordinario em Inglaterra, com nova de estar de todo ajustado o cazamento e de ficar já recebida a Infanta Dona Catherina minha muito amada e presada Irmã com ElRey meu bom Irmão e Primo. E porque esta nova he de tanto gosto para o Reyno, e della espero se sigão a meus vassallos grandes utilidades, me pareceu fazella presente ao Senado da Camara, para que o Presidente, e ministros delle, me ajudem a festejala com o amor, e demonstrações, que merece a estimação, que delles faço, e a boa vontade, que lhes tenho. Em Lisboa a 5 de Agosto de 1661. Com a Rubrica da Rainha.

Ao Senado da Camara.

а

Decreto de 3 de novembro de 1661, por que o Senado de Lisboa é auctorisado a vender alguns fóros para a ajuda das despezas

que forem necessarias, quando a Armada, Ingleza

vier buscar a Rainha D. Catharina

(Arch. da Camara Munici, al de Lisboa, original, colligido po L.° 2."

de Consultas e Decretos d'ElRei D. Affonso VI, fol. 113.)

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Conforme aos ultimos avizos, que se recebêrão de Inglaterra, se entende será brevemente neste porto a Armada, Novembro que hade vir buscar a Raynha, minha muito amada e presada Irmã. E porque convem estê tudo prompto, para que por falta de cousa algùa se não detenha, nem deixe de partir a Armada, que se aqui invernar receberá grande danno, de mais do prejuizo, que causará a meu serviço; hei por bem, que o Senado da Camara desta Cidade venda logo a quanti

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