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NOTICIA PRELIMINAR

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O Tratado de paz de 15 de Novembro de 1630 entre os Reis Filippe IV, e Carlos I comprehendeu Portugal, por este, e os seus dominios, estar n’aquella epocha unido á Hespanha.

O Rei Carlos I de Inglaterra tinha, desde o principio do seu reinado, declarado abertamente a guerra á Hespanha, invadindo as suas costas com poderosas armadas, e fazendo ao mesmo tempo liga offensiva e defensiva com os Estados Geraes das Provincias unidas; porém, havendo-se empenhado depois na guerra dos Huguenotes contra o Rei de França, começou a esmorecer o seu ardor contra Hespanha, e assim mereceram a favoravel attenção daquelle Principe as proposições do Abbade Scaglia, Embaixador do Duque de Saboya, que, desejando concertar uma liga entre os Reis de Hespanha e de Inglaterra contra o de França, de quem estava descontente, offereceu com gosto os seus bons officios para a conclusão da paz entre as duas Corôas, a qual não lhe foi difficil persuadir a ambos os Reis : ao de Hespanha com a esperança de conseguir pela mediação do de Inglaterra alguma tregua com os hollandezes, e ao de Inglaterra com a promessa de que o de Hespanha comporia as differenças de seu genro o Palatino com o Imperador.

Fez-se em consequencia o Tratado de paz de 15 de Novembro de 1630, ratificado por ambos os Soberanos, e que durou até que, havendo sido publicamente degolado o mesmo Rei Carlos I, em Londres, diante do Palacio de WhiteHall, no dia 30 de Janeiro de 1649, o usurpador Cromwell se ligou com a França contra a Hespanha.

TRATADO DE PAZ, CONFEDERACÃO E COMMERCIO ENTRE FILIPPE IV DE HESPANIA

E CARLOS I DE INGLATERRA

Tratado de paz, confederação e commercio entre

concluido em Madrid a

(Collecção de Tratados de Hespanha por

1630 Novembro

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Omnibus, et singulis notum sit, ac manifestum, quod post diutina ac cruenta bella, quibus Hispaniarum, et Anglia Regna, jam olim invicem agitabantur, accito tandem summi Dei (qui pacis est author) immensa providentia ad Coronæ Anglicanæ successionem Serenissimo Jacobo Scotiæ Rege, cui et Hispaniarum Regibus, tutæ, et sincera pacis conjunctio semper intercesserat, cum eodem supremi Numinis ductu ageretur de constituenda quoque cum Angliæ Regno eadem firma pace, et concordia, ea demum vigesima octava die mensis Augusti anno Domini millesimo sexcentesimo quarto foeliciter inita fuit, ac postmodum à Serenissimis Philippo tertio Hispaniarum, et prælibato Jacobo Magnæ Britanniæ Regibus, subscripta, ac promulgata ; necnon mutuis inter utrumque Regem intercedentibus amicitiæ officiis fraternæque benevolentiae pignoribus, longa annorum serie sancte, æque ac utiliter observata. Quamvis verò rerum, et temporum vicissitudo, et acris illa contentio, qua humani generis hostis eidem indefessė studet officere; tum verò varii casus et accidentia, quibus potentiora Regna, et Imperia plerumque sunt obnoxia, nonnullis dissidiis occasionem præbuere, quæ mox in apertum bellum, et mutuas utrinque hostilitates evaserunt, Omnipotens ille Deus, in cujus manibus corda Principum sunt posita, Serenissimorum Philippi quarti Hispaniarum Regis catholici, et Caroli Regis Magnæ Britannia animis nequaquam voluit excidere antiquam illam amicitiam, qua Regiæ ista Coronæ tanquam firmissimo nexu, hactenus obstringebantur, aut indefessum studium quo Regii eorum progenitores christiano sanguini parcere, et subjectos sibi Populos almæ pacis tranquillitate beare quæsiverunt, quo, et

Pilippe 19 de Hespanha e Carlos I de Inglaterra, 15 de novembro de 1630

Abreu y Bertudano, Filippe IV, T. 2.°, pag. 204.)

1630

15

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Sea notorio, y manifiesto a todos, y a cada uno, como despues de las largas, y sangrientas guerras, que tuvieron anti- Novembro guamente entre si los Reynos de España é Inglaterra, haviendo finalmente por la immensa providencia de Dios, Autor de la Paz, sido llamado a la sucession de la Corona de Inglaterra el Serenissimo Jacobo, Rey de Escocia, que siempre havia conservado la union de una segura, y sincera Paz con los Reys de España: y tratandose con el mismo favor de la Divina Magestad de assentar tambien con el Reyno de Inglaterra la misma firme Paz, y Concordia, esta llegó felizmente á concluirse en veinte y ocho del mes de Agosto, año del Señor mil seiscientos y quatro; y poco despues se firmó, y mandó publicar por los Serenissimos Don Phelipe Tercero, Rey de las Españas, y el dicho Jacobo, Rey de la Gran Bretaña; y assimismo mediando entre ambos Reyes reciprocos oficios de amistad, y prendas de fraternal amor, se observó tan religiosa, como provechosamente por largo discurso de años. Y aunque la mudanza de las cosas, y tiempos, y aquella cruel porfia, con que el Enemigo del genero humano procura incessantemente ofenderle, y otros varios sucessos, y accidentes, á que los Reynos, é Imperios mas poderosos estan comunmente sujetos, dieron ocasion á algunas diferencias, que prorumpieron despues en guerra abierta, y reciprocas hostilidades; aquel Dios todo poderoso, en cuyas manos estan los corazones de los Principes, no ha permitido que los Serenissimos Phelipe Quarto, Rey Catholico de las Españas, y Carlos, Rey de la Gran Bretaña, olviden aquella antigua amistad, con cuyo firmissimo lazo se ha estrechado hasta aqui la union de estas Reales Coronas, ni aquel infatigable

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